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Evolução dos Robustas Amazonicos vai à Semana Internacional do Café

Evolução dos Robustas Amazonicos vai à Semana Internacional do Café

No próximo dia 6, dentro da programação da Semana Internacional do Café – SIC2025, de 5 a 7 de novembro, a Embrapa Rondonia e parceiros institucionais apresentarão um estudo de caso sobre a evolução do café robusta amazônico nas matas de Rondônia, que é detentor da primeira Indicação Geográfica para café robusta no mundo.

O evento, que é uma prévia do que será apresentado na COP30, em Belém, ocorrerá entre 17h30min e 20hs, no Grande Auditório Robério Oliveira Silva, no espaço de eventos Expominas, em Belo Horizonte. Ele foi organizado pela Embrapa, Secretaria de Agricultura de Rondonia, Associação dos Cafeicultores da Amazônia Legal (Caferon), ABICS e Grupo 3Corações.

A programação terá como ponto de destaque científico o painel “Ciência e Evolução dos Robustas Brasileiros”, a ser apresentado por especialistas da Embrapa, do Grupo Mió e da Universidade de Brasília. Nele serão disponibilizados dados sobre balanço de carbono, indicadores de sustentabilidade da atividade e dados sobre o desenvolvimento socioeconômico gerado pela produção de café na região.

Haverá ainda o lançamento do livro “Café Canéfora: Ciência, Sabor e Identidade” e de um documentário sobre os Robustas Amazônicos, seguido de uma degustação técnica e de um coquetel com iguarias amazônicas, buscando promover uma imersão na nova realidade dos cafeicultores locais.

Robusta na COP30

O pesquisador Henrique Alves informa que, na COP30, no espaço Agrizone, a Embrapa apresentará uma vitrine de um sistema agroflorestal com cafés robustas amazônicos. Aí serão debatidas questões como resiliência climática via melhoramento genético e agregação de valor por meio de ganhos de qualidade e sustentabilidade, bem como resultados de projetos como o CarbCafé, desenvolvido em parceria como SIcoob e a Caferon.

Segundo Alves, a intenção é mostrar uma cafeicultura que evoluiu de níveis de produção quase extrativistas, com produtividade de 10 sacas/ha, para se tornar um das mais produtivas do Brasil, com média de 68,5 sacas/ha.

A qualidade, destaca, alcançou patamares de grãos especiais. Os cafés amazônicos, que eram considerados de segunda linha, e que só tinham valor industrial e usados para baratear misturas, hoje são considerados iguarias. O melhor robusta do mundo foi produzido nas matas de Rondonia pelo Cacique Rafael Surui e sua família.

E, acima de tudo, os últimos resultados de pesquisa mostram que os cafezais das Matas de Rondônia sequestram carbono 2,3 mais vezes do emitem, removendo da atmosfera quase 4 toneladas de CO2 por ano.

 

 

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